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O Mês da Bíblia e a Lectio Divina - Retomada do caminho da história e do coração



By  Juventude Franciscana JUFRA) do Brasil     09:02     

A motivação para a celebração do Mês da Bíblia vem do fato de a Igreja celebrar, em 30 de setembro, a memória de São Jerônimo (347-420), responsável por traduzir a Bíblia dos originais (hebraico e grego) para o latim. No Brasil, o mês da Bíblia foi criado em 1971 por ocasião do cinquentenário da Arquidiocese de Belo Horizonte, Minas Gerais. Foi levado adiante com a colaboração efetiva do Serviço de Animação Bíblica – Paulinas (SAB), até posteriormente ser assumido pela Conferência dos Bispos do Brasil (CNBB) e estender-se ao âmbito nacional.
A cada ano escolhe-se um tema e lema sobre qual se reflete a partir de subsídios preparados pelo clero de nossa igreja, a  partir de livros bíblicos. A Igreja no Brasil celebra o Mês da Bíblia com o tema “Para que n´Ele nossos povos tenham vida” e o lema “Praticar a justiça, amar a misericórdia e caminhar com Deus (cf. Mq 6, 8)”, no qual é proposto como objeto de estudo o livro do profeta Miqueias. A mensagem presente no livro do profeta Miqueias é bastante similar ao que vivemos atualmente.
 Portanto, tendo em vista nossa vocação de ser e se doar pelos mais pobres, vale a pena buscar inspiração divina para nossas vidas nesta mensagem. Corrupção, falta de paz, a busca a Deus por interesse, a opressão, a concentração da renda e o tipo de dominação de toda natureza foram sinais que fizeram o profeta levantar a sua voz. E hoje também nós devemos inquietar-nos diante dos gritos que ecoam diante de tantas injustiças. Nossa voz não pode ser abafada pelo medo. Devemos nos colocar como profetas de nosso tempo a serviço do Reino de Deus!
 A dimensão espiritual de cada ser humano deve ser alimentada pela palavra que adentrando em nossos corações, pensamentos e ações manifesta a graça divina que deseja e que anseia está entre nós. Mas é preciso deixar-se plasmar, deixar-se modelar pela Palavra Divina que nos dá nova vida e transforma nossa existência. “É como a chuva que lava. É como o fogo que arrasa. Tua palavra é assim, não passa por mim sem deixar um sinal.” Sinal este que nos marca como filhos de Deus.  O profetismo deve ser marca de nossa juventude, que inquieta diante das inúmeras dificuldades se coloca de prontidão no sentido de proclamar a esperança sustentada pela Boa Nova do Reino de Deus.
A centralidade da vocação cristã deve estar associada à busca da escuta e compreensão da Palavra de Deus. Enquanto franciscanos, pautamos nossa vocação na vivência contínua do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, a exemplo do seráfico Pai Francisco. Assim, no mês dedicado à Bíblia é importante refletirmos sobre o lugar que colocamos a palavra de Deus em nossas vidas, no nosso cotidiano. Qual será o espaço que damos à meditar e rezar a palavra de Deus? Como temos alimentado nossa espiritualidade a partir da escuta silenciosa daquilo que Deus nos incita e nos pede em sua Palavra?
" O Senhor DEUS me deu uma língua erudita, para que eu saiba dizer a seu tempo uma boa palavra ao que está cansado. Ele desperta-me todas as manhãs, desperta-me o ouvido para que ouça, como aqueles que aprendem. O Senhor DEUS me abriu os ouvidos, e eu não fui rebelde; não me retirei para trás.  "(Is 50,4-5). É nesse despertar para abrir-se à graça que permitimos que Deus silencie nossas inquietações através do bálsamo que é a mensagem da Boa Nova para os pobres. A meditação da Palavra é uma forte experiência de fé que nos permite a dádiva de nos encher do consolo do Pai, que nos é fortaleza diante das inquietações, e é a fonte que dá vida nova nos leva a amadurecer nossa fé, auxiliando-nos no verdadeiro e perfeito seguimento de Deus.

Existem muitos meios de rezar a palavra de Deus. Dentre eles a Lectio Divina é carregada de sentido e responsável por gerar frutos para aqueles que buscam ter intimidade com Aquele que é nosso Pai que está no céu, através de Deus Filho e pela ação do Espírito Santo, a comunidade perfeita. Esta gerar em nós o espírito de contemplação, e por meio deste entendemos o agir de Deus e deixamo-nos moldar por esse Amor. O Concílio Vaticano II exorta igualmente que "Só Pela luz da fé e Meditação da Palavra de Deus, Alguém PODE, sempre e Por Toda a parte, reconhecer Deus, em Quem Vivemos e nos movemos e somos (At 17,28), PROCURAR em Todo o Acontecimento a Sua Vontade, ver Cristo Homens em todos os ". (Vat. II, Apostolicam Actuositatem, 4)

Ler a palavra de Deus à luz da Lectio Divina pode nos levar a compreender os anseios e as respostas que tanto pedimos. A palavra é como uma lâmpada que nos faz enxergar além das nossas retinas encobertas pelas manchas do pecado. A misericórdia de Deus deseja nos alcançar. Só precisamos reconhecer que há um Pai no céu que nos ama e nos quer proporcionar vida eterna e vida em abundância. Que tal disseminar em nossas fraternidades a Leitura orante da Palavra, os círculos bíblicos, as celebrações viças da palavra? Precisamos dar sempre o primeiro passo, mas sempre de mãos dadas.
Que a Graça de Nosso Senhor Jesus nos alcance, pela intercessão de São Francisco e Santa Clara.

Fraternalmente, Paz e bem!
Gilvaneide Rosa de Sousa
Secretária regional de Ação Evangelizadora/ REGIONAL NEA2 CE/PI
Secretária Fraterna Local, Fraternidade Santa Clara – Cerâmica Cil/Teresina

Sobre Juventude Franciscana JUFRA) do Brasil

A Juventude Franciscana (JUFRA) é uma proposta de vivência cristã destinada a jovens que, por vocação, carisma ou índole, se comprometem com o ideal de vida inspirado na espiritualidade franciscana A JUFRA é, ou deve ser, um monte de gente nesse mundão a fora, que tomou consciência de que: primeiro, deve esforçar-se para melhorar o mundo; segundo, que a melhora do mundo começa a partir de si mesmo; e que é preciso no mundo uma escola que ajude as pessoas a tomarem consciência disso. (Essa escola é a própria JUFRA) A JUFRA tem estilo e características próprias. Por isso nessa fraternidade de jovens, os jufristas assumem todos os deveres e, por conseguinte, gozam de todos os direitos inerentes ao compromisso franciscano de vida secular Segundo o Estatuto da JUFRA do Brasil, ela é uma associação civil com caráter e objetivos dentro exclusivamente dos campos Religioso, Educacional e Social.

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