Blog de AE


"Felizes os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. Felizes os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino do Céu". 
(Mateus 5, 9-10)

Estamos diante de momentos que além de esforços intelectuais, somos chamados a parar, refletir e orar em prol da Paz, da Democracia, dos Direitos e da Justiça, social e ambiental. Diante disso, convidamos todas as fraternidades, jovens franciscanos/as e demais irmãos e irmãs de boa vontade, a fazermos um momentos de Oração em Prol de uma cultura de Paz e Bem. Preparamos este roteiro (Baixe aqui!), para que as fraternidades possam estar em sintonia, numa grande fraternidade universal, orando aquela oração pela paz, tão bela e que fora atribuída a São Francisco de Assis. Nele temos as orientações e destacamos alguns versos em especiais a serem meditados com maior atenção. Esperamos que todas/os possam fazer deste, um momento oportuno para valorizar a cultura do encontro, da paz e do bem.



Amados irmãos e irmãs jufristas,

Paz e Bem!


Enriquecidos pela divina Ruah, nos alegramos com a chegada de mais uma Semana de Promoção Vocacional, a PROVOCAE. Nesta quinta edição, refletiremos o tema: Vocação é servir, Fraternidade é partilhar. E teremos como inspiração bíblica, o relato das primeiras comunidades: "... eram unidos e colocavam em comum todas as coisas." (Atos 2,44b). Para uma sintonia maior de nossas atividades, nossa semana terá início no dia 11 e terminará no dia 19 de agosto. Assim, teremos dois pilares-modelos para nosso caminho e promoção vocacional, Santa Clara e Maria, celebrando a festa da sua assunção.

Alinhada com uma das prioridades da JUFRA para o triênio 2016-2019, a formação para gestão econômica das fraternidades, este ano nossa temática está centrada para o sentido da Partilha-Doação-Serviço. Por isso, novamente elaboramos duas propostas de encontro de caráter celebrativo-formativo, um para as Fraternidades existentes, como forma de reflexão do carisma e outro para aqueles jovens e demais grupos que desejam aprofundar-se mais no conhecimento do carisma franciscano, bem como também contamos com um material formativo voltado para a IMMF. Somado a isso, disponibilizamos ideias da realização de um gesto concreto, como ponto alto e resultado das nossas reflexões. Não se esqueçam de fazer registros dos encontros e do gesto concreto, marcar a página da JUFRA do Brasil, utilizando as tags #PROVOCAE #VocaçãoÉServir #FraternidadeÉPartilhar nos perfis das redes sociais (@jufradobrasil – Instagram e fb.com/jufradobrasil – Facebook) e também enviar para nosso e-mail: jufrabrasil@gmail.com.

Confira os materiais:
Material (Oração da V PROVOCAE, Propostas de Encontro e Gesto Concreto)








Nossa irmã Hannah Jook Otaviano, de Fortaleza-CE, está representando a Juventude Franciscana do Brasil no 5º Congresso Nacional da Pastoral da Juventude no Meio Popular. 
Acompanhe conosco os registros e relatos em primeira mão.







Mossoró-RN e Aracaju-SE, 12 de julho de 2018


Queridas irmãs e irmãos reunidos no 5º Congresso Nacional da Pastoral da Juventude do Meio Popular (PJMP),

É com grande alegria que nos sintonizamos nessa comemoração dos 40 anos de caminhada, são oportunidades de celebração, alegria e também revisão da belíssima história que esta Pastoral tem construído, principalmente na inserção naquelas periferias sociais e existenciais. Nós da Juventude Franciscana (JUFRA) do Brasil reafirmamos nossa reciprocidade afetiva e efetiva com a PJMP e nos colocamos nessa sintonia deste Congresso que tem como tema: Águas e profecias: luzes no Meio Popular gerando vidas e o lema: Juventude e seu protagonismo resistência e liberdade.

            Nossos carismas se interpelam em tantos aspectos, seja na opção evangélica preferencial por aqueles marginalizados e excluídos, seja na participação ativa na comunidade eclesial, sendo agentes de transformação na Igreja e presença desafiadora na sociedade. Juntos aos demais organismos da Igreja e especial às Pastorais da Juventude da CNBB (PJ, PJE, PJMP e PJR), queremos debater, articular e desenvolver trabalhos onde se faça ecoar nossa voz para denunciar todas as formas de opressão e injustiça, e participar das lutas para a construção de uma nova sociedade, a Civilização do Amor, baseada na prática da Justiça Social e da promoção da Paz (Carta de Guaratinguetá: A JUFRA que queremos ser).

         Que nesse Ano do Laicato no Brasil, possamos clamar ao Espírito Santo para que num cenário marcado pela violência, pela retirada de direitos e pelo aumento dos discursos de ódio e de intolerância, ajude-nos a discernir os sinais dos tempos à luz da Palavra (Oração do 5º Congresso Nacional da PJMP) e que sejamos continuamente os autênticos “sal da terra e luz do mundo” (cf. Mt 5,13-14).







Fraternalmente,


Muhammed Araújo
Secretário da Ação Evangelizadora da JUFRA do Brasil


Washington Lima
Secretário (Presidente) Nacional da JUFRA do Brasil












Numa manhã de Fevereiro de 1208 Francisco ouviu na Missa o trecho do Evangelho onde se conta como Jesus enviou os discípulos a pregar e lhes indicou a maneira evangélica de viver. Celano salienta que no fim da Missa ele foi pedir ao sacerdote que lhe explicasse melhor essa passagem. E então, “exultando de alegria no Espírito Santo, exclamou: ‘É exatamente isso o que eu pretendo e procuro, e do fundo do coração anseio por realizar'” (1C 22). Boaventura comenta: “Ao escutar atentamente estas palavras, foi tal a violência com que o Espírito de Cristo o sensibilizou, que mudou de vida por completo … (Lm 2,2)” Isso constituiu para Francisco como uma Anunciação ou um Pentecostes. E logo se lançou na aventura da missão que teimará em seguir até à morte juntamente com os companheiros que se lhe vão associar.
Nessa passagem evangélica há uma palavra que especialmente o sensibilizou, segundo ele mesmo confidencia no Testamento: “Revelou-me o Senhor que devíamos saudar-nos dizendo: ‘O Senhor te dê a paz’” (T22). Isso virá a fazer dele, com a força do Espírito, o mensageiro da paz de Deus.
É exatamente sob essa figura de mensageiro da Paz que ele hoje é mais conhecido e invocado, como atestam o sucesso da Oração pela Paz, que lhe é atribuída, e até o encontro ecumênico dos chefes religiosos em Assis, convocado e presidido pelo papa João Paulo II em Outubro de 1986. Com a veia profética dum João Batista, também ele faz aos quatro ventos um apelo a todos à conversão, à reconciliação com Deus e com os irmãos, e mesmo com os inimigos: expulsa de Arezzo os demônios da violência; leva adversários a assinarem tratados de paz; reconcilia em Assis o bispo com o potestade. E à sua fraternidade ainda embrionária confia a mesma missão: «Ide, caríssimos, e anunciai aos homens a paz e pregai-lhe a conversão que leva ao perdão dos pecados» (1C 24).
O recente e histórico acontecimento de Assis mostra como o Espírito do Senhor continua a pressionar a Família franciscana a que se empenhe com coragem no serviço da paz, pela oração e pela promoção da justiça e dos direitos do homem.
Francisco sonha mesmo com levar a paz para além das fronteiras da cristandade do seu tempo. Por inspiração divina, ou seja, impelido pelo Espírito, atreve-se a fazer uma tentativa verdadeiramente pasmosa para a época: num gesto de cortesia, vai encontrar-se com o Sultão do Egito, considerado, e não sem motivo, o inimigo número um dos cristãos. Uma pregação deste gênero, bem como outros empreendimentos de paz, acaretam-lhe por vez dissabores e hostilidades: mas ele tudo suporta com alegria para seguir mais de perto os passos do seu amado Senhor, na esperança de poder acompanhá-lo até ao martírio. Na impossibilidade de atingir essa meta, acolhe com alegria as humilhações e um certo desprezo que lhe acarreta até mesmo por parte de alguns irmãos, a sua intransigente fidelidade em viver o Evangelho. A parábola da Perfeita Alegria, relatada na “I Fioretti” no capitulo VIII, representa a tradução maravilhosa da experiência de quem sabe sofrer perseguição pela justiça por amor de Cristo. Para Francisco, paz e alegria são frutos do Espírito.

Léon Robinot, ofmcap
Do Livro “A Espiritualidade de Francisco de Assis”, Editorial Franciscana – Braga – Portugal

Outros acontecimentos

A vida de Francisco de Assis apresenta a particularidade muito evidente de nela se poderem discernir certos momentos-chave: um homem sentindo-se num ápice apanhado, arrebatado por outrem, e imediatamente desviado em direção diferente, como que sorvido por um tornado ou abrasado por um incêndio…
O autor também escreve sobre outros destes arrebatamentos ocorridos sempre por ação do Espírito Santo. Leia mais: http://franciscanos.org.br/?p=18051