Blog de AE


Irmãs e irmãos, paz e bem! 


Neste dia de solenidade, dia de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, recordemos, no dia 8 de dezembro de 1854, quando o Bem-aventurado Papa Pio IX, proclama O dogma da Imaculada Conceição, este dogma afirma que a Virgem Maria é isenta do pecado original, isto é, a Virgem não herda a mancha do pecado cometido por Adão e Eva. Enquanto cristãos e franciscanos, temos o contato com a figura de Maria, na encarnação do Verbo, no Mistério Pascal, e no Pentecostes. Irmãs e irmãos, neste momento, partilhamos convosco sobre Maria nas Bodas de Caná, o primeiro milagre de Jesus em público.


“Como viesse a faltar vinho a mãe de Jesus disse-lhe: Eles não têm vinho. E Jesus respondeu-lhe: Mulher, isto compete a nós? Minha hora ainda não chegou. Disse então sua mãe aos serventes: Fazei tudo o que ele vos disser” (Jo 2,3-5).


Esse diálogo entre Jesus e Maria nos parece um pouco indiferente, pelas palavras que Jesus diz à sua mãe, mas se olharmos bem, há uma comunicação além da verbal, uma comunicação visual-espiritual, que leva Maria a dizer "fazei tudo o que ele vos disser". É a direção espiritual que Maria nos revela, de fazer a vontade de seu Filho, e neste tempo do advento, a exemplo de Maria, seja tempo de recolhimento, de silêncio, e de oração para a vinda do Senhor. E a exemplo de Nosso Seráfico Pai, São Francisco, rendamos louvores, orações, pedidos e agradecimentos a Nossa Mãe Santíssima, Rainha e Protetora. Que possamos sempre levar em nosso coração, Maria como um espelho, um modelo para nossa caminhada.


Nossa Senhora da Imaculada Conceição, rogai por nós! 
Viva Nossa Senhora da Imaculada Conceição! 


DICA DE FILME: Duns Scotus - O defensor da Imaculada Conceição

DICA DE MÚSICA: Imaculada da Irmã Maria Angélica, ODC 


José Enilson, fraternidade São Francisco de Assis – Pão de Açúcar-AL, Regional NB1 PE/AL

Jerlane Ferreira, fraternidade Frei Galvão – União dos Palmares-AL, Regional NB1 PE/AL




VIII SEMANA DE PROMOÇÃO VOCACIONAL E AÇÃO EVANGELIZADORA


Irmãs e irmãos, paz e bem!!


Chegamos à VIII SEMANA DE PROMOÇÃO VOCACIONAL E AÇÃO EVANGELIZADORA, nesse ano trabalharemos juntos com a Ordem Franciscana Secular, e temos como o tema: “Juventude Franciscana: um luminoso ideal de vida” e como lema: “Desabrochando flores no acordar do amanhã”.


O tema é uma frase do discurso de São João Paulo II a JUFRA em maio de 1998 e o lema é retirado do livro de Frei Eurico de Mello, OFMCap, entusiasta que difundiu a JUFRA pelo nosso Brasil.


O material está disponível para download em: https://cutt.ly/XQVbjIj


Caríssimos irmãos e irmãs, paz e bem!


É com imensa alegria e satisfação que a Secretaria Nacional de Ação Evangelizadora apresenta uma proposta de encontro baseada nos subsídios da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos (SOUC), edição 2021, que será realizada do dia 16 a 23 de maio, tempo em que encerramos as Oitavas de Páscoa e celebraremos a vinda do Espírito Santo no Pentecostes. A proposta foi elaborada pela Comunidade Monástica de Grandchamp, França. O tema que foi escolhido (Permanecei no meu amor e produzireis muitos frutos) está baseado em João 15,1-17, e expressa a vocação para a oração, reconciliação e unidade na Igreja e na família humana, presente na Comunidade de Grandchamp. Esse tema cai muito bem para a nossa comunidade cristã, uma vez que nesse mesmo celebramos ainda a Campanha da Fraternidade Ecumênica, promovendo a união entre os fiéis cristãos e se preocupando mais ainda com o diálogo inter-religioso.


Rafael de Sousa

Secretário Nacional de Ação Evangelizadora, 2019-2022


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O evangelho que a liturgia propõe neste Domingo de Páscoa é João 20,1-9. Ao invés de ser um relato da Ressurreição, esse é na verdade um relato do “sepulcro encontrado vazio”, pois a ressurreição é indescritível. Ao contrário da paixão e da morte de Jesus, as quais são descritas minuciosamente pelos Evangelhos, nenhuma descrição da ressurreição é feita, o que pode parecer estranho, considerando que é a ressurreição o evento fundante do cristianismo e, por isso, o centro da fé cristã. Foi exatamente em função da ressurreição que os evangelhos foram escritos e, mesmo assim, seus autores não conseguiram descrevê-la.


O texto que a liturgia propõe para hoje, é apenas a introdução daquilo que o Quarto Evangelho dedica à ressurreição, sem, no entanto, descrevê-la: a descoberta do sepulcro vazio, o que pode significar muita coisa ou quase nada, a depender de quem faz a constatação. Três personagens entram em cena nesse texto: Maria Madalena, Simão Pedro e o discípulo amado. O número três já é, por si, um grande e significativo sinal; se trata de um indicativo teológico: significa uma comunidade, a qual encontra-se profundamente abalada, devido ao final trágico de seu líder, mas que vai, aos poucos, sendo recomposta, à medida em que a esperança é recuperada.


Eles ainda não haviam entendido que Jesus ressuscitaria, mas vendo o sepulcro vazio, acreditaram. Cristo ressuscitado é o motivo maior da fé cristã. A fé em Jesus Cristo ressuscitado não é algo de espontâneo e automático, como se bastasse ouvir o relato de sua ressurreição nas catequeses, cursos e pregações. Como a Madalena, precisamos fazer cada qual o nosso percurso para busca-Lo em meio à escuridão de nossas dúvidas, incertezas, angústias e pecados. Sem o sofrimento desta obra a fé é morta, dirá posteriormente, São Paulo. Este é o último dia da Semana Santa, o dia de grande esperança para todos nós.


“[...] celebramos a Páscoa, que, em hebreu, significa passagem da escravidão para a liberdade. Com a ressurreição de Cristo temos a destruição da morte e a confirmação da plenitude e eternidade da vida, dada a cada um de nós através do Amor Divino e da misericórdia do Pai.” (Carta por ocasião da Semana Santa e da Páscoa de Nosso Senhor Jesus Cristo). ⠀


São Francisco exortava os irmãos para que estes celebrassem a Páscoa do Senhor em pobreza de espírito, continuamente, a passagem desse mundo para o Pai. Para ele, era como se o seu eu fosse a sua própria casa, uma vez que sua identificação com Cristo Ressuscitado o levava a viver em si mesmo o que era de mais central no destino e no comportamento de Jesus. (Cf. Dicionário Franciscano, p.533).


Nesta Páscoa, pedimos a Deus a libertação de seu povo desse mal que nos assola, a COVID-19. Que possamos celebrar essa festa com nossas famílias, tendo plena certeza que um dia ressuscitaremos com Cristo e veremos Sua glória. Que possamos ressurgir para a vida eterna, a exemplo de Francisco e Clara que abraçaram verdadeiramente o Amor que não é amado, nos tornando homens e mulheres novos, que levam esperança, verdade e libertação.


William Marques

Secretário Regional de Ação Evangelizadora

Regional NE B3



Não tenhais medo. Buscais Jesus de Nazaré, que foi crucificado. Ele ressuscitou, já não está aqui. Eis o lugar onde o depositaram” – Mc. 16, 6.


O Evangelho de São Marcos nos traz mais uma vez a preocupação das mulheres para com Jesus. Em seus pensamentos, o Senhor estava morto e seu corpo jazia no sepulcro e, por isso queriam ungi-lo como mandam seus costumes. A atitude dessas mulheres é para nós exemplo de vida, estejamos sempre atentos e querendo estar próximos do Cristo, ter esse mesmo cuidado, essa mesma preocupação. Ora, pois se no imaginário delas, Jesus estava morto e precisava desses cuidados, imagine para nós que sabemos que Ele morreu pelos nossos pecados e ressuscitou para que também possamos um dia ressuscitar com Ele, nosso amor e carinho deve ser igual.


Assim como essas mulheres, nós também nos perguntamos muitas vezes “Quem nos há de remover a pedra da entrada do sepulcro?”, essa pedra é para nós um empecilho e impede que tenhamos um alívio, uma vida, impede que vejamos muitas coisas que iluminam nosso viver. A resposta é óbvia: Jesus. Quando o aceitamos, quando cremos no mistério da sua Ressurreição e assim como Ele morremos para o pecado, mergulhamos profundamente no seu Amor. O sepulcro é uma câmara mortuária e impede que tenhamos vida plena, viver com Cristo é morrer para o mundo.


Quando Jesus lavava os pés de seus discípulos, Ele disse a um deles: “O que faço agora, não podes compreender, todavia o compreenderás mais tarde” (Jo. 13, 7). Podemos apenas imaginar o Senhor estava falando de tal ato, o de servir, mas, na verdade pode ser todo o conjunto das ações de Jesus, desde aquele momento até sua morte. E no Evangelho de hoje, Marcos nos fala que as mulheres ficaram assustadas ao ver o jovem de branco e mais ainda quando anuncia que o Mestre havia ressuscitado. Não compreendiam o que haveria de acontecer até aquele momento, e mesmo assim elas acreditaram e levaram palavras do que tinha acontecido. O que Jesus fez, talvez não compreendessem enquanto estivesse fazendo, mas entenderiam futuramente.


Cristo ressuscitou, eis a nossa alegria, o grande motivo de nossa fé!


São Francisco era um grande homem pascal e celebrou sua Páscoa com Jesus, recebeu seus estigmas e participou de cada momento vivido por Cristo. Que assim como ele, possamos nós, franciscanos, celebrar nossa Páscoa com o Senhor e renovar nossa fé. Ele vive, Ele reina, aleluia, aleluia.


Rezemos pelas 325 mil vidas perdidas pelo COVID-19, que façam sua Páscoa em Cristo e que Ele os receba em sua casa, em muitas moradas. Que os casos diminuam e que possamos todos ser agraciados pela vacina e pela erradicação desse mal. Jesus nos ajuda a carregar a cruz e que possamos também com Ele ressurgir e remover essa pedra tão grande e tão pesada. Cristo ressuscitou, ressuscitou verdadeiramente!


Aleluia, aleluia, aleluia!


Rafael Carneiro
Sec. Nacional de Ação Evangelizadora (2019-2022)