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Caminhos para combater a intolerância religiosa



By  Juventude Franciscana JUFRA) do Brasil     08:28     
" Amai-vos uns aos outros como eu vos amei." (Jo 13,34)


            E esse amor a qual Jesus nos convidou a ter pelo outro perpassa toda e qualquer diversidade religiosa.

           Em pleno século XXI ainda há pessoas que são discriminadas, ofendidas, feridas e até mesmo mortas por causa da sua religião, embora não pareça a intolerância religiosa é um problema sério, que precisa ser discutido e combatido. No entanto, esse problema não é de agora. Santa Clara e suas irmãs também foram vítimas de intolerância naquela época, quando os bárbaros tentaram invadir o convento em que Clara estava, para matar ela e suas irmãs, e assim destruir todo o convento. Devido as várias guerras e perseguições que existiam naquele tempo. E Santa Clara com toda a sua fé e confiança em Deus, pediu-vos que as protegessem daquelas pessoas e Jesus atendeu o seu pedido. Mostrando-nos assim, que Deus é amor, que é a nossa fé que nos salva, que o verdadeiro caminho é Cristo independente de qualquer religião. 

         Segundo o rabino Michel Sclesinger, da Conferência Israelita do Brasil (CONIB) a humanidade aprendeu muita coisa nos últimos milênios, mas a intolerância religiosa continua sendo uma realidade, com atos de fanatismo que colocam em risco a vida das pessoas. Diante disso, nós não precisamos convencer uns aos outros de que estamos certos, precisamos de fato, deixar que cada um tenha a sua fé e a pratique com toda liberdade.

         Para nós católicos, a tolerância vai além de apenas "suportar" o outro, é ter a capacidade de conviver e acolher o diferente e naquilo que for comum caminhar juntos, é entender que mesmo o outro sendo diferente, crendo em outra verdade que não é a sua, ele deve ser respeitado e amado. Um exemplo claro disso, é nosso pai São Francisco de Assis, ele que é tão querido, visto, amado e conhecido pelas diversas religiões, Francisco soube conviver e ter uma relação de fraternidade com o diferente, ele deixou que o amor de Deus, fosse acima de tudo um caminho que combate o ódio e a indiferença, Francisco nos faz refletir sobre o que temos feito para combater a intolerância religiosa, quais atitudes e gestos que temos tido para com os outros irmãos das mais variadas denominações religiosas.

          O principal caminho para combater a intolerância religiosa está na educação, pois segundo Paulo Freire, educador e pedagogo brasileiro, a educação não transforma o mundo, Educação muda as pessoas. Pessoas transformam o mundo. Se nós pudermos nas escolas preparar as nossas crianças e jovens para um mundo complexo onde diversas verdades coexistem, estaremos então dando um passo bastante significativo. Para construirmos um futuro de tolerância e respeito, à estrada do diálogo foi e será o melhor caminho, o da Paz verdadeira, da vida plena e da experiência concreta da Misericórdia. 

                                                                  "A tolerância é a maior de todas as religiões." (Victor Hugo)

Para  Reflexão Pessoal:

  • Como está sendo minha atitude como cristão diante desse problema?
  • Eu estou amando os meus irmãos independente de qualquer religião?
  • Estou criticando/falando mal de outras religiões?


  LEMBRE-SE DEUS AMA TODOS INDEPENDENTE DE QUALQUER COISA! PAZE E BEM!

Denilson Jesus dos Santos
Secretário Regional de Ação Evangelizadora Regional NE B2

Cintia Paula Costa de Souza
Assessora para Ação Evangelizadora Regional NE B2

Fontes:
https://www.pensador.uol.com.br
https://www.cancaonova.com
Bíblia Sagrada, edição Pastoral
Imagem: Carlos Ruas - Um sábado qualquer

Sobre Juventude Franciscana JUFRA) do Brasil

A Juventude Franciscana (JUFRA) é uma proposta de vivência cristã destinada a jovens que, por vocação, carisma ou índole, se comprometem com o ideal de vida inspirado na espiritualidade franciscana A JUFRA é, ou deve ser, um monte de gente nesse mundão a fora, que tomou consciência de que: primeiro, deve esforçar-se para melhorar o mundo; segundo, que a melhora do mundo começa a partir de si mesmo; e que é preciso no mundo uma escola que ajude as pessoas a tomarem consciência disso. (Essa escola é a própria JUFRA) A JUFRA tem estilo e características próprias. Por isso nessa fraternidade de jovens, os jufristas assumem todos os deveres e, por conseguinte, gozam de todos os direitos inerentes ao compromisso franciscano de vida secular Segundo o Estatuto da JUFRA do Brasil, ela é uma associação civil com caráter e objetivos dentro exclusivamente dos campos Religioso, Educacional e Social.

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